sábado, 26 de março de 2011

O mestrado, o percurso e uma grande descoberta!

Voltei!
agora é hora de informá-los sobre o mestrado "em si". Passei pelas 2 primeiras semanas já com muitos compromissos, atividades, textos para ler e até uma apresentação informal.
O pessoal do mestrado tem uma idade média de 23 anos, talvez 23,5 anos. Então imaginem que sou das mais velhas, certo? Certíssimo. Há alguns colegas mais velhos, mas são poucos. Estou gostando muito da turma. Há um grupo de 5 meninas, comigo são 6, que já mostrou muita afinidade. Todas inteligentíssimas e super estudiosas, a minha cara (hahaha). É o grupo "As meninas incríveis", obviamente que o nome foi pensado por mim, usando meu lado cartoon.
O que se destacou nessas 2 semanas foi o transporte. Imaginem essa pessoa que vos escreve acordando 6hs da matina para chegar na hora na universidade, pois é gente, milagres acontecem, eu fiz isso nessas 2 semanas. É duro, muito duro. O destaque não foi somente acordar cedo, imaginem-me novamente pegando ônibus- metrô- ônibus para ir e na volta ônibus- metrô- ônibus (consegui algumas caronas), imaginaram fazer isso em um tempo médio de 1h40 minutos, ou seja, quase 4 horas do meu dia "saculejando" no ônibus e metrô, sim minha gente, eu passei por isso. Em alguns momentos me senti um saco de batatas sendo descarregado pelos "xapa" no supermercado. Fora as vezes que eu peguei o ônibus errado e fui parar do outro lado da cidade, justamente no dia que tinha aula com minha orientadora, por que afinal de contas, miséria pouca é bobagem! Mas calma, tudo muito seguro gente.
Aí, um lindo dia eu acordei, tomei coragem e decidi ir de carro para ver quanto tempo demoraria. Aproveitei um dia que a aula começava mais tarde e eu teria tempo para me perder e me achar várias vezes. Então liguei meu GPS e peguei algumas instruções com o porteiro, liguei o carro (que quase não pegou, já estava há 2 semanas paradinho), saí do prédio e caí no trânsito louco do RJ. Eita povo que gosta de uma buzina, meu Deus, eles buzinam para o vento. Eu acostumadíssima com o silêncio no trânsito de Brasília tive que me ambientar com o novo contexto sonoro.
Voltando ao que interessa, saí do prédio, peguei a Rua. São Clemente, saí na Humaitá, peguei o túnel Rebouças e já estava na linha vermelha. Vocês não vão acreditar, tudo paaaaarrrrrrraaaaaaaddddddoooooo, mas não no sentido que eu ia, no outro sentido. Do meu lado tudo absolutamente livre. Pasmem, gastei exatos 22 minutos para chegar na UFRJ, isso por que lá tem várias entradas e peguei a entrada errada, ainda tive que dar a volta. Gente, gente, gente, queria morrer. Estava gastando quase 2 horas para chegar na universidade de ônibus-metrô-ônibus e cheguei em apenas 20 minutos de carro, bom demais (essa foi a grande descoberta!). Vou adotar essa alternativa mais vezes.
Na hora da volta eu fiquei mais preocupada, mas encontrei uma pessoa que mora em Botafogo também para dar uma carona e, de lambuja, a pessoa me ensinou todo o caminho de volta, bom demais, foi show, fiquei super emocionada por conseguir dirigir nessa cidade e ainda ganhar umas horas do meu dia evitando um trajeto tão demorado.
É isso minha gente, estaciono por aqui até as próximas notícias. Grande abraço a todos e informo-os que tive menos tempo de sentir saudades nas 2 últimas semanas, o que não quer dizer que deixei de gostar de vocês, somente que estou mais atarefada e por isso, com a cabeça menos vazia para pensar nisso.
Fiquem com Deus. Bejú.

terça-feira, 15 de março de 2011

A viagem, a chegada e o carnaval!

Queridos,
A viagem foi muito tranquila, tivemos que fazer em 2 dias, pois era carnaval e tinha muita gente querendo chegar no mesmo lugar que nós. Dormimos em Congonhas - MG e de manhã voltamos para a estrada e foi a parte mais tensa da viagem, pois havia uma chuva persistente na descida da serra de Petrópolis. Chegamos no domingo (06/03) por volta de 14hs, após nos perdermos e irmos parar quase no meio dos carros alegóricos das escolas de samba. Como o RJ não é Brasília e voltar e fazer o retorno não garante que esteja indo para onde pensa que está indo, não deu outra, fomos parar na linha amarela, já indo para a barra da Tijuca, ou seja, ficamos perdidos de verdade. Após pedirmos informações 1, 2 ou 3 vezes, enfim chegamos. Aí foi hora de descansar.
Na segunda-feira de carnaval (07/03) decidimos dar um volta aqui por perto, para conhecer algumas coisas e talvez ver algum bloco. Fomos a um lugar chamado COBAL Humaitá, um tipo de feira permanente onde compra-se de tudo, inclusive flores. Lá há muitos bares e restaurantes, acabei voltando depois para comprar frutas e verduras. Mas voltando ao carnaval, havia muita gente lá e foi divertido (pouco caridoso isso) ver as pessoas fantasiadas, a maioria em grupos "pulando" carnaval. Esperamos, esperamos, esperamos e o tal do bloco prometido não passou e decidimos voltar para casa. Dentre as várias ruas para entrar eu decidi (coitado do Aureliano) entrar na rua "X" (legenda: não sei o nome da rua). E eis que caímos dentro do bloco do Sargento Pimenta. Geeeeente, vocês não têm idéia do que era aquilo, era gente, gente, gente, muuuuuuuuuuita gente. Pensei que o Aureliano ia desmaiar, pois ele tem fobia a multidão, mas ele aguentou firme. Depois descobri que é um dos maiores blocos do RJ, santa ignorância, hein. Enfim, chegamos em casa e foi tudo o que conseguimos fazer. Fomos dormir cedo, pois o bloco levou muito da nossa energia, hehehe, para não dizer que é a idade, né?
Na terça-feira de carnaval (08/03) saímos para dar uma volta na cidade e fomos de metrô até Copacabana, ali na altura do Copacaba Palace e, depois de darmos uma volta, decidimos pegar um ônibus até o Rio Sul para almoçarmos, pois quando estão juntas 1 pessoa que não come glúten + 1 pessoa vegetariana, o que dá no resultados dessa equação? isso é = dificuldade para achar comida, mas shopping sempre tem uma solução. Achamos! Depois demos mais uma volta e voltamos para casa, pois Aureliano tinha que arrumar as coisas para voltar à noite para Brasília.
Meu companheiro de viagem voltou, o carnaval acabou e com ele esse post também. Voltarei daqui a pouco com mais notícias sobre a primeira semana.
Aproveito para agradecer ao Aureliano todo o apoio e a grande gentileza de embarcar comigo nessa aventura até o RJ. Algumas pessoas e atitudes nos fazem entender o verdadeiro sentido da generosidade. Sem palavras para traduzir minha gratidão a você Aureliano!
Beijos saudosos a todos!
Fran.