Voltei!
agora é hora de informá-los sobre o mestrado "em si". Passei pelas 2 primeiras semanas já com muitos compromissos, atividades, textos para ler e até uma apresentação informal.
O pessoal do mestrado tem uma idade média de 23 anos, talvez 23,5 anos. Então imaginem que sou das mais velhas, certo? Certíssimo. Há alguns colegas mais velhos, mas são poucos. Estou gostando muito da turma. Há um grupo de 5 meninas, comigo são 6, que já mostrou muita afinidade. Todas inteligentíssimas e super estudiosas, a minha cara (hahaha). É o grupo "As meninas incríveis", obviamente que o nome foi pensado por mim, usando meu lado cartoon.
O que se destacou nessas 2 semanas foi o transporte. Imaginem essa pessoa que vos escreve acordando 6hs da matina para chegar na hora na universidade, pois é gente, milagres acontecem, eu fiz isso nessas 2 semanas. É duro, muito duro. O destaque não foi somente acordar cedo, imaginem-me novamente pegando ônibus- metrô- ônibus para ir e na volta ônibus- metrô- ônibus (consegui algumas caronas), imaginaram fazer isso em um tempo médio de 1h40 minutos, ou seja, quase 4 horas do meu dia "saculejando" no ônibus e metrô, sim minha gente, eu passei por isso. Em alguns momentos me senti um saco de batatas sendo descarregado pelos "xapa" no supermercado. Fora as vezes que eu peguei o ônibus errado e fui parar do outro lado da cidade, justamente no dia que tinha aula com minha orientadora, por que afinal de contas, miséria pouca é bobagem! Mas calma, tudo muito seguro gente.
Aí, um lindo dia eu acordei, tomei coragem e decidi ir de carro para ver quanto tempo demoraria. Aproveitei um dia que a aula começava mais tarde e eu teria tempo para me perder e me achar várias vezes. Então liguei meu GPS e peguei algumas instruções com o porteiro, liguei o carro (que quase não pegou, já estava há 2 semanas paradinho), saí do prédio e caí no trânsito louco do RJ. Eita povo que gosta de uma buzina, meu Deus, eles buzinam para o vento. Eu acostumadíssima com o silêncio no trânsito de Brasília tive que me ambientar com o novo contexto sonoro.
Voltando ao que interessa, saí do prédio, peguei a Rua. São Clemente, saí na Humaitá, peguei o túnel Rebouças e já estava na linha vermelha. Vocês não vão acreditar, tudo paaaaarrrrrrraaaaaaaddddddoooooo, mas não no sentido que eu ia, no outro sentido. Do meu lado tudo absolutamente livre. Pasmem, gastei exatos 22 minutos para chegar na UFRJ, isso por que lá tem várias entradas e peguei a entrada errada, ainda tive que dar a volta. Gente, gente, gente, queria morrer. Estava gastando quase 2 horas para chegar na universidade de ônibus-metrô-ônibus e cheguei em apenas 20 minutos de carro, bom demais (essa foi a grande descoberta!). Vou adotar essa alternativa mais vezes.
Na hora da volta eu fiquei mais preocupada, mas encontrei uma pessoa que mora em Botafogo também para dar uma carona e, de lambuja, a pessoa me ensinou todo o caminho de volta, bom demais, foi show, fiquei super emocionada por conseguir dirigir nessa cidade e ainda ganhar umas horas do meu dia evitando um trajeto tão demorado.
É isso minha gente, estaciono por aqui até as próximas notícias. Grande abraço a todos e informo-os que tive menos tempo de sentir saudades nas 2 últimas semanas, o que não quer dizer que deixei de gostar de vocês, somente que estou mais atarefada e por isso, com a cabeça menos vazia para pensar nisso.
Fiquem com Deus. Bejú.
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