sexta-feira, 1 de abril de 2011

O novo, o belo e o pitoresco!

Eis-me aqui novamente!
Firme em meu propósito de deixá-los informados, mas não sei por quanto tempo.
A semana foi ótima, digamos que tudo melhorou 1256% indo de carro, mesmo nos dias de chuva. Sem falar que estou super orgulhosa por dirigir pelas ruas do Rio. Verdade que às vezes me perco, mas agora tenho um companheiro (Fabinho), que sempre me ajuda na hora do sufoco. Calma gente, não é nenhum pretendente (ainda, rs), é meu GPS. Eu recomendo, é muito bom ter um GPS, principalmente quando estamos numa cidade grande onde nem mesmo quem mora por aqui sabe onde ficam as ruas. O Fabinho é atencioso, fala somente o suficiente (essa parte é ótima) e sempre indica os lugares certos para eu entrar.
O ritmo das aulas e dos estudos continuam intensos, mas, estou aqui para isso mesmo, certo?
Vamos ao assunto do dia. Dividi o tema de hoje em três subtemas, estou descobrindo que eu gosto de dar eles títulos divididos em 3 partes, será que é meu "estilo de escrita"? Gente, vocês me imaginam escritora de qualquer coisa que seja, mesmo de um blog? eu não, mas andam dizendo por aí (não é Vivian) que eu estou me revelando nesse blog, tomara! Dentre tantas habilidades e talentos que já  possuo, estou acumulando mais um, tudo bem, eu aceito, até por que vocês sabem que não nego desafios e que a modéstia não é comigo. Lembrem-se "a modéstia é para os fracos"!!! (risos)
Parte 1 - O novo
Como cheguei a um cidade grande, esse assunto permanecerá na pauta dos assuntos novos por algum tempo ainda. Então gostaria de dividir com vocês mais coisas "novas" sobre o Rio. Já falei sobre o hábito dos cariocas de buzinar até para o vento, agora descobri que eles falam até para o vento. Em qualquer lugar que você esteja, na fila do supermercado, esperando o metrô ou ônibus, ou aguardando o semáforo abrir, tem sempre alguém puxando assunto contigo. Não que eu não goste, mas eu descobri que Brasília é uma cidade silenciosa, em todos os aspectos. As pessoas não têm essa interação umas com as outras. Outro dia eu estava no metrô, pretendia retomar a leitura de um livro que ganhei de uma amiga de Brasília (Marília, já acabei a leitura) que dá dicas de "como deixar de ser uma mulher boazinha". O título do livro ("Por que os homens amam as mulheres poderosas") gerou assunto suficiente para a mulher conversar comigo entre a estação de Botafogo (onde entramos) até DelCastilho (dá umas 20 estações). Ela nunca havia me visto na vida, mas a "intimidade" dela comigo era tanta que, ao final da viagem (a minha, por que ela estava indo para a última estação - Pavuna) ela já tinha contado as histórias de todas as mulheres da família dela, da vizinha, da ex-cunhada, blá blá blá. E eu só conseguia dizer "ahã, sim, é, ahã, sim, é" e balançar a cabeça. Enfim, acho que ela estava precisando desabafar e encontrou no metrô um tema fértil. Enfim, uma coisa nova que aprendi aqui, as pessoas gostam de conversar, independente se te conhecem ou se te encontrarão novamente.
Parte 2 - O belo (gente, não é o pagodeiro, tá)
A beleza das pessoas, das coisas e dos lugares são sempre relativas. Eu sempre achei muito bonito o céu de Brasília e hoje eu senti muita falta dele. Acho que foi uma foto que o Alexsander colocou hoje no Facebook mostrando um engarrafamento. Gente, muito lindo, tudo parado em baixo (no engarrafamento), mas em cima, o céu lindo, a brindar todos com seu azul mais azul, suas nuvens brancas como hachuras suaves na tela celeste, fiquei tão emocionada, me deu uma saudade de lá, de tudo e de todos. Aí respirei fundo e fui tomar uma água, para não começar a chorar (de novo). Aí, passando pela janela me deparei com essa beleza aqui, o Cristo Redentor como a me agraciar e "confortar" (tirei essa foto da minha janela e divido com vocês). Então conversei comigo, vamos lá minha filha, há uma infinidade de "belezas" em todos os lugares, por que Deus é bom e justo. Desliguei o computador, vesti uma roupa adequada e fui passear. Aqui mesmo perto da minha casa tem tantos casarões antigos, lindos. Peguei o metrô e fui até o centro do RJ, vi as lindas construções que não seria possível ver em Brasília, por exemplo, fui ao teatro municipal, alguns outros lugares bonitos e, de repente, me deparei com a confeitaria colombo, um prédio antigo, cheio de significado, com seu cheiro bom de pastel de belém e aí pensei, por que não se entregar às novas belezas, cheiros e sabores? E assim, pedi um café (protesto: lá não há opções para quem não como glutén), uma água e fiquei pensando na vida. Nesse momento agradeci a Deus e a todos que me apoiaram a fazer essa grande mudança, por tanta generosidade e apoio. E vamos em frente, temos um mundo (ou vários) para conhecer!

Vista da janela


Parte 3 - O pitoresco
Essa parte tem muito a ver com a primeira, ou seja, o hábito do carioca de puxar assunto. Na primeira semana aconteceu um fato muito interessante, mas ainda não havia escrito por falta de oportunidade. Decidi ir até a Cobal, aqui perto de casa, comprar umas coisinhas (verduras, frutas, legumes). Aí, dentre todos os lugares que entrei, por último fui a um pequeno supermercado dentro da Cobal, não lembro mais o nome. Um lugar daqueles como um verdurão ampliado, onde se pode comprar macarrão, molho de tomate, sal, enfim, uma pequena mercearia dentro do verdurão. Dentre as coisas que levei para o caixa tinha um pacote de polvilho doce. A mocinha do caixa olhou para mim e disse que não tinha esse produto catalogado, então que ela passaria como pipoca, pois o cliente sempre tem razão e se eu queria levar o "pozinho", como ela mesma disse, então ela passaria como outro produto. Aí ela lançou a pergunta pitoresca: "Mas para que a senhora está levando esse "pozinho", isso serve para alguma coisa"? Eu fiz uma cara de ããããã (ela não deve ter nenhum mineiro na família). Eu então respondi: "sim, usamos esse "pozinho" para para fazer pão de queijo e também tapioca". Aí veio a resposta ainda mais pitoresca: "ah, entendi, mas ó só, tapioca desse "pozinho" não presta não, fica seca e dura (.....) Eu vou dar o número do ônibus, a senhora pega aí na Voluntários (nome da rua) o 176 e diz que quer descer na favela da rocinha, mas diz que é no "Boiadeiro", pois lá é mais seguro, já que a senhora tem essa cara de rica. Lá tem tapioca que presta. Ah, tem também várias coisas do norte se a senhora quiser aproveitar e comprar também, tá. Ó só, mas vai tranquila, tem perigo não..... "
Gente, eu queria ter visto a minha cara, mas não deu, eu nem consegui reagir, nem para dizer, "olha, mas eu faço assim há anos e fica bom". Nem isso eu consegui dizer, enfim, achei esse episódio digno de colocar no blog. Espero que tenham gostado. Aceito sugestões de respostas para usar nesses casos, tá, eu não sou muito boa nisso.
Queridos, fico por aqui no ponto de ônibus esperando o 176 (brincadeirinha) e nos falamos na próxima parada. Grande abraço e fiquem com Deus.

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